Educação é antes de tudo arte!
Arte de sentir, arte de ser, arte de conhecer... É ser curioso, é não aceitar a simples resposta: porque é assim!
Educação é mais do que ser cortês, é desejar alterar as fronteiras do conhecido para adentrar o desconhecido, é humanizar-se, é evoluir em atitudes e comportamentos.
Educar-se é estar constantemente trilhando o caminho do desenvolvimento, e esse caminho não é solitário, é conjunto!

Vamos juntos trilhá-lo!


domingo, 4 de setembro de 2011



Don't You Remember

When will I see you again?
You left with no goodbye, not a single word was said,
No final kiss to seal any seams,
I had no idea of the state we were in,

I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head,

But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

When was the last time you thought of me?
Or have you completely erased me from your memory?
I often think about where I went wrong,
The more I do, the less I know,

But I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head,

But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

Gave you the space so you could breathe,
I kept my distance so you would be free,
And hope that you find the missing piece,
To bring you back to me,

Why don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

When will I see you again?

domingo, 8 de maio de 2011

Bolodório


Estou com vontade de fazer um bolodório. Sinto tanta falta dos bolodórios feitos com as amigas. Noite adentro iam esses momentos, regados a vinho tinto...

Um bolodório que se preze deve ser sempre acompanhado com belo Cabernet Sauvignon. Um não, vários! Lembro das noites de inverno na casa nova de uma das amigas, ah Lia, não tinha muito espaço no quarto e sala, mas era a sua casa própria, a primeira, comprada com a grana do trabalho dela. Não preciso dizer que era um belo motivo para comemoração!

Mas os nossos bolodórios não se resumiam à casa da Lia, podiam acontecer na faculdade, na biblioteca, na Redenção (saudade da Redenção aos domingos nas manhãs de inverno com o sol coroando nossas cabeças, a térmica de água quente debaixo do braço e a cuia passando de mão em mão)... Ai ai ai, precisei colocar essa lembrança entre parênteses, antes que ela se estendesse e eu perdesse o fio da meada.

Bem, o fato é que aprendi essa palavra – bolodório – ontem. Achei feia, mas de tanto repetir para não esquecer, achei interessante. Na minha mente maliciosa, um bolodório com quatro amigas, poderia ser facilmente interpretado como qualquer tipo de mènage (risos), mas não é nada disso.

Ontem uma amiga disse que Manaus é uma cidade “sem assunto”, que as pessoas não se dispunham a um belo bolodório, como fazemos no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, cidades por nós bem conhecidas. Como assim, sem assunto? Pensei. Pois muito bem, vejam o contexto. Eu saí do trabalho e fui almoçar com ela num restaurante que gostamos, pedimos entrada, pedimos vinho, prato principal, restaurante cheio... somos da casa, podemos esperar, todos foram servidos, ficamos por último, nos importamos? Claro que não! Em nossa mesa havia vinho, água, um cesto de torradinhas maravilhosas e estávamos entregues a um belo bolodório! Ríamos, conversávamos emendando um assunto no outro, nos perdíamos, voltávamos, enquanto todos foram comendo e indo embora. Ficamos nós, 16h47 para fechar o restaurante. E nos perguntamos então, onde estão as pessoas?

Tive que concordar com ela, Manaus é uma cidade sem assunto, as pessoas não se entregam aos momentos de bolodório pelo simples prazer da conversa. Aqui jantamos, saímos para tomar café da manhã regional, dançar a noite, beber no Felicce, mas reunir os amigos para beber vinho (ou qualquer outra coisa da sua preferência) e ficar jogando “papo fora” pelo simples prazer de estar junto, conversar e dar risada, ah... isso meus amigos... é difícil acontecer.

Se num primeiro momento eu estranhei a afirmação dela, olhando esses quatro anos em que vivo aqui, vejo que realmente é assim. Os restaurantes têm hora para fechar a noite e se você não fizer menção de sair, eles vão até sua mesa avisar que está na hora, começam a varrer o chão, levantar as cadeiras, deixando claro que você, ali, não deve ficar se quiser continuar a conversa. Lembro que numa noite saí para jantar com um amigo, como eu dava aula a noite, saímos após as 22h30 e escolhemos um restaurante de hotel, pois pensamos que dali não seríamos expulsos, como em outras vezes ao nos entregarmos ao tal do bolodório com vinho. Ledo engano, perto da uma da madrugada, nossa conversa estava muito boa, chega o garçom com a carteira da conta e coloca na nossa frente. Nos olhamos. Em nossos olhares a interrogação, você pediu a conta? Não. Era mesmo o restaurante dizendo que devíamos ir embora.

Acho que ficou claro a falta de experiência dessa cidade em bolodórios.

Realmente, sinto muita falta dos bolodórios em minha vida. Casa de Cultura Mário Quintana em happy hour, Redenção na manhã de domingo, casa de amigas em noite de inverno, janta de sábado com amigos e almoço de domingo com família sem muito bolodório é como viver sem ter sido feliz, sem graça.

E para quem ainda não entendeu, bolodório, nada mais é que palavreado, conversa fiada, papo furado, conversa sem objetivo nenhum, a não ser o simples prazer de conversar, se divertir e passar o tempo perto de quem se gosta!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Poesia e Música

"É possível ver poesia em qualquer lugar, depende só do jeito de como a gente olha. É possível realizar isso, depende da gente tomar iniciativa."
Jarbas Agnelli

domingo, 10 de abril de 2011

Figurinha repetida não vai pro álbum

Hoje li essa frase: “figurinha repetida não vai pro álbum”. Já tinha escutado há algum tempo e na época achei graça porque o contexto na qual ela foi falada era de um homem que dizia não aceitar se relacionar novamente com uma mulher com a qual ele já havia se relacionado antes.

Quando novamente vi essa expressão escrita pela mesma pessoa que a tinha falado, comecei a pensar sobre a sentença. Não me cabe definir se verdadeira ou não, mas gosto de pensar nas variáveis que ela pode representar. Meio (completamente) indignada, logo pensei: como uma pessoa compara sua vida, seus sentimentos, sua evolução a um álbum de figurinhas? A minha vida, para mim obviamente, vale muito mais que isso...

Agora, tentando conectar os pensamentos por meio das palavras vou tentando desfragmentar minha indignação e compreender porque penso tão diferente, ou será que nem tanto?

Fico até tendenciosa a comparar a vida com um grande álbum onde colecionamos experiências, vivências, dores, alegrias, aprendizados... É certo que as figurinhas que representam as dores, não queremos repeti-las, na verdade não devemos. Mas também é certo, se bem lembro quando criança, aquelas figurinhas das quais mais gostamos, sempre guardávamos algumas além do exemplar que ia colado ao álbum, pois essas eram especiais. Eram as figurinhas que queríamos ter conosco onde quer que fôssemos, no bolso da calça para nos dar segurança no primeiro dia de aula, alívio ao contemplá-la após apresentar o trabalho na escola ou simplesmente para exibir aos coleguinhas, sempre cheio de orgulho e alegria dizendo que além de estar colada ao álbum tínhamos outras, ou então colar, escondido da mãe, na parte de dentro da porta do roupeiro, na capa do caderno, etc, etc...

Da indignação, passei à concordância... Figurinha repetida não vai para o álbum, pois o álbum um dia se fecha, fica velho, vamos crescendo, aprendendo, evoluindo e ele perde o sentido... Figurinha boa mesmo é aquela que é tão especial que além de estar lá no álbum das nossas vidas, coladas na página passada, podem se fazer presentes quando menos esperamos ou quando mais precisamos dela, trazendo ao nosso coração um pouco daquele sentimento infantil de alegria, leveza, encantamento, esperança e principalmente, tranquilidade.

A grande questão é que nós é quem decidimos quais figurinhas queremos levar conosco para as próximas páginas da vida.


Alguns se deixam levar pelas opiniões alheias e só carregam consigo as figurinhas que são as mais cotadas entre os colegas.

Alguns, desajeitados, rasgaram a figurinha na hora de abrir o pacotinho, ficaram com raiva, colaram de qualquer jeito no álbum e não querem mais saber dela.

Alguns, ao terminarem o álbum, compram a reedição e com mais experiência na arte do prazer de colecionar o que é bom, começam tudo de novo.

Outros tantos mais com suas experiências, assim como você com as suas... enfim...

Caro amigo, ainda que por motivos diferentes, acho que você tem razão, figurinha repetida não vai pro álbum, segue conosco pela vida e no coração, ainda que o álbum se feche. E se acredito que vale a pena e a figurinha me faz bem, decido que é hora de reeditar o álbum e começar a coleção novamente, com mais experiência, confiança, alegria e prazer.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Por que temos medo de dizer EU TE AMO?

Um dia, quando já não conseguia mais esconder meu segredo, tive medo de que o mundo risse de mim e como não tinha conquistado um amigo, ao ir embora ninguém segurou minha mão, me conduziu a um caminho comum, ficou surpreso ou me pediu para ficar.

Meu segredo foi mantido, o coração partido.
Tenho muito a aprender com Umi e Tan!
Emocione-se você também!